Técnica Inédita de Nanopartículas para Tratamento de Cáries

“Estamos trabalhando nesse projeto desde 2011. Foram analisadas as arcadas dentárias de mais de 5.000 crianças carentes. Dessas, um total de 2.200 foram selecionadas para o projeto por apresentarem as condições de cáries que se encaixavam nos nossos padrões para receber a aplicação de nanopartículas de prata, que têm propriedades bactericidas”, explica André Galembeck, professor da UFPE e coordenador geral-regional do Cetene.
Segundo ele, a aplicação de nanopartículas de prata trouxe resultados considerados altamente eficazes no tratamento de cáries das crianças. “Dois terços das crianças submetidas ao tratamento tiveram as cáries paralisadas em um período de 12 meses. A aplicação é feita diretamente na região lesionada sem fazer raspagem e sem a necessidade de utilização de resinas e ou restaurações”, afirma Galembeck, acrescentando que a técnica não foi testada em cáries muito profundas.
Ele lembra que, segundo dados do IBGE, cerca de 30 milhões de brasileiros nunca visitaram um consultório odontológico. “Muita gente não tem acesso. Há pesquisas que indicam uma série de consequências pela falta de cuidado com os dentes, inclusive problemas na parte cognitiva”, aponta o especialista.Para poder colocar em prática e avançar com o projeto, Galembeck utilizou recursos de apoio de pesquisa e do SISNANO. “Não tivemos qualquer financiamento de algum órgão. O apoio do SISNANO  foi fundamental para avançarmos com o projeto. Para conseguirmos equipe, pegamos alguns estudantes da universidade que auxiliaram no projeto”, revela.
Além da praticidade da aplicação, a utilização de nanopartículas de prata no lugar dos tratamentos convencionais traz outras grandes vantagens. “Além de ter custos mais em conta, as nanopartículas de prata têm o mesmo resultado clínico dos sistemas convencionais, só que utilizando 600 vezes menos do que o teor de prata normalmente usado. Seus custos também são mais em conta, já que o sistema não necessita de resina ou restaurações”, descreve Galembeck, ressaltando que a simplicidade da técnica não exigiu os aparatos normalmente usados em um consultório dentário na hora da sua aplicação.
O desenvolvimento de um creme dental à base de nanopartículas de prata é o próximo passo da equipe. “Já temos estudos in vitro indicando que a nossa formulação impede a ação dos estreptococos causadores de cáries”, explica.
Fonte: Nanocom
 

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